Charles K. Kao:
A Real Academia Sueca de Ciências anunciou no dia 06 de outubro de 2009 em Estocolmo, Suécia, que o Prêmio Nobel de Física foi concedido a Charles K. Kao por suas pesquisas sobre transmissão da luz através de fibras para fins de comunicação óptica. Ele receberá metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,5 milhões). Nascido em Xangai em 1933, Kao foi educado em Hong Kong. Graduou-se em Engenharia Elétrica em 1957 na Universidade de Londres, mesma instituição em que concluiu seu doutorado.
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Willard S. Boyle | George E. Smith |
A outra metade será dividida por Willard S. Boyle, nascido no Canadá em 1924, e George E. Smith, nascido nos EUA em 1930, pela invenção em 1969 de um circuito semicondutor para imagens, chamado sensor CCD (de Charged-Coupled Device). O sensor viabilizou uma vasta gama de novas tecnologias, desde as câmeras fotográficas digitais portáteis até a captura de imagens do espaço que abriram um novo campo de pesquisa em astrofísica.
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Charles K. Kao |
Kao trabalha no Standard Telecommunication Laboratories, em Harlow, Reino Unido. Com George Hockham, foi o primeiro a mostrar a viabilidade do envio de luz através de fragmentos de vidro de alguns mícrons de diâmetro. Em junho de 1966, a dupla publicou o estudo "Dielectric-fiber surface waveguides for optical frequencies", que se tornou referência no campo da comunicação óptica.
O comitê do Nobel chamou os três cientistas de “mestres da luz”, porque seus trabalhos permitiram “a criação de numerosas inovações práticas para a vida cotidina e contribuiram com novas ferramentas para a exploração científica”. O comitê afirma ainda que as descobertas de Kao “abriram caminho à tecnologia de fibra óptica que se usa hoje em quase todas as comunicações telefônicas e de transmissão de dados”.
Se alinhados, os cabos de fibra óptica instalados hoje dariam 25 mil voltas pela Terra.
Fonte: http://www.universitario.com.br/noticias/noticias_noticia.php?id_noticia=9170
Wilhelm Conrad Röntgen:
Durante 1895, Röntgen testava equipamento desenvolvido pelos seus colegas: Ivan Pulyui, Hertz, Hittorf, Crookes, Tesla, e Lenard.
Curioso sobre se os raios catódicos propagavam-se fora do tubo, o que não era possível de se ver pela intensa luminosidade deles, ao final da tarde de 8 de Novembro de 1895, Röntgen estava determinado a testar esta idéia. Envolveu o tubo que testava com uma capa de papelão preto e por algum tempo ficou observando enquanto aplicava as descargas elétricas. Acostumado à visão no escuro, Röntgen percebeu que um cartão de platinocianureto de bário brilhava debilmente durante as descargas. Convencido que os raios catódicos não saiam do tubo e, portanto, não poderiam estar provocando esse fenômeno, Röntgen especulou que um novo tipo de raio podia ser o responsável. 8 de Novembro era uma sexta-feira, por isso ele aproveitou o fim de semana para repetir as suas experiências e tomar as primeiras notas. Nas semanas seguintes ele comeu e dormiu no seu laboratório, à medida que investigava muitas das propriedades dos novos raios que ele designou temporariamente de raios-X, utilizando a designação matemática para algo desconhecido. Apesar dos novos raios, eventualmente, passaram a ter o seu nome quando ficaram conhecidos como raios de Röntgen, ele sempre preferiu a designação de raios-X.
A descoberta dos raios-X por Röntgen não foi um acidente, embora incidental, nem ele trabalhava isolado. Com as investigações que ele e os seus colegas estavam a desenvolver, em diversos países, a descoberta era iminente. De fato, ele tinha planejado usar o écran na próxima etapa da investigação e certamente faria a descoberta momentos depois.
Num dado momento, enquanto investigava a capacidade de vários materiais de pararem os raios, Röntgen colocou uma peça de chumbo em posição enquanto ocorria uma descarga. Röntgen viu aí a primeira imagem radiográfica. Em entrevista a um reporter chamado H. J. W. Dam, de uma revista canadense McClure's Magazine, ele descreveu: "Eu estava trabalhando com tubos Crooke cobertos com uma proteção de papelão preto. Um pedaço de papel de platinocyanoide de bário estava sobre o banco. Eu vi passar uma corrente através do tubo e notei uma linha escura peculiar sobre o papel.”
O artigo original de Röntgen, "Ueber Eine Neue Art von Strahlen - Sobre uma nova espécie de Raios", foi publicado 50 dias depois, em 28 de Dezembro de 1895. A 5 de Janeiro de 1896, um jornal austríaco relatou a descoberta de um novo tipo de radiação por Röntgen. Foi atribuído a Röntgen um título honorário de Doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg após a sua descoberta. Ele publicou três artigos sobre raios-X entre 1895 e 1897, cuja tradução para o português pode ser vista nos links externos. Nenhuma das suas conclusões até agora provaram ser falsas. Actualmente, Röntgen é considerado o pai da Radiologia de Diagnóstico, a especialidade médica que utiliza imagem para o diagnóstico de doenças.
Graças à sua descoberta foi premiado com o primeiro Nobel de Física em 1901. O prêmio foi concedido oficialmente "em reconhecimento dos extraordinários serviços que brindou para a descoberta dos notáveis raios que levam seu nome". Röntgen doou a recompensa monetária à sua universidade, convicto que a ciência deve estar a serviço da humanidade e não do lucro, à semelhança da escola científica alemã da época, e, da mesma forma que Pierre Curie faria vários anos mais tarde, rejeitou registrar qualquer patente relacionada a seu procedimento.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Conrad_R%C3%B6ntgen
Comentário do grupo:
O grupo decidiu fazer a questão com esses dois elementos porque, nos achamos que as suas descobertas foram de suma importância para o mundo o primeiro porque, um circuito semicondutor para imagens, chamado sensor CCD. O sensor viabilizou uma vasta gama de novas tecnologias, desde as câmeras fotográficas digitais portáteis até a captura de imagens do espaço que abriram um novo campo de pesquisa em astrofísica.
O segundo porque através das imagens de raio-x ajudou muito na evolução da medicina pois pode verificar com maior precisão fraturas entre outras coisas nas pessoas e foi por esse motivos que o consideramos tão importante.